Textos Críticos

Gersony Silva, a artista brasileira e o seu{des}velar - Uma apresentação/crítica

Na trajetória de Gersony , as imagens poéticas são sonhos dispersos laborados.
A artista endeusa formas e ritmos, inventa cores e com seu pensamento apolíneo trabalha dionisiacamente em êxtase.
Toda arte exerce sugestões nos músculos e sentidos. O sentimento de embriaguês corresponde à força da dança da música nos sentidos.
Na linguagem nietzscheana criar ,inventar prevê uma destruição que estará compreendida e sem dúvida ressuscitada em novo mundo extasiante:Marcas D´Água.
A linguagem dos gestos e representação estão construídas com sentimentos e sua representação/estado, reveladas . .
Em toda a criação, a artista se desprega de algo da sua vida e a embriaguês da arte, da vida se manifesta na delicadeza e esplendor das cores, nitidez da linha na matriz do som, assim em Encenados para Ícaros.
O mundo da arte se recria a cada instante.Poetizar,a arte é a realização poética.
As obras de Gersony são epocais[epokhé] instalam a memória do futuro.
Ao caminhar pelo tablado do repertório da artista, fica evidente que as obras são sempre capazes de fundar uma época como o das obras azuis e vermelhas :Extensões em sensações ao horizonte.
O mundo da arte se recria a cada instante
A espacialização é a presença, o modo de se. A presença nunca está aqui, mas sempre lá em asas,de onde esteve. A artista , por meio das performances materializa sua inclusões visíveis do estranho na aparência que habita a poética. E sua produção é sua práxis significativa. Existe matéria, a técnica ,a coisidade da linguagem heidggeriana.
O projeto intelectual da artista elabora e labora e a forma encarna a matéria sem a qual não pode surgir o evento { Ereigns}.
Instalação: ergir para devotar, glorificar,consagrar para o mundo.
Instalação :um evento e as obras abrem seu próprio mundo .Nas instalações, Gersony erige os objetos e convida na iconostase Há colhidos brancos para Maria o entrar na obra e participar das oferendas e das nuvolas celestiais ..
O devenir (des)vela poeticamente a invenção /criação.

Primavera 2017.

NEIDE MARCONDES
Prof.titular Dra. Universidade Estadual Paulista - Brasil - Associação Internacional da Crítica de Arte AICA